Em dois anos, afastamentos por transtornos afetivos aumentam 71%
Os transtornos afetivos - entre eles a depressão - está levando mais brasileiros a se afastarem do trabalho. Dados do INSS mostram que, no ano passado, 6.704 pessoas deixaram seus postos, o que representa um aumento de 71% em relação a 2007, quando 3.918 se afastaram do trabalho. O salto, segundo a assessoria de imprensa […]

Os transtornos afetivos - entre eles a depressão - está levando mais brasileiros a se afastarem do trabalho. Dados do INSS mostram que, no ano passado, 6.704 pessoas deixaram seus postos, o que representa um aumento de 71% em relação a 2007, quando 3.918 se afastaram do trabalho. O salto, segundo a assessoria de imprensa do INSS, se deu por conta da adoção do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP), instituído em abril de 2007. O documento estabelece uma metodologia para identificar as doenças e os acidentes relacionados com a prática do trabalho no Brasil. O INSS também explica que, sem a existência do NTEP, muitas doenças não eram contabilizadas no sistema da previdência social. As pessoas afastadas por conta dos transtornos afetivos recebem auxílio-doença e são encaminhadas para tratamento na rede pública de saúde. Subnotificação Mas, se olhados com cautela, os números revelam muito pouco da realidade corporativa brasileira. Os dados, de acordo com a assessoria de imprensa do INSS, ainda estão subnotificados - e muito. Ou seja, existem mais pessoas com transtornos afetivos no mercado de trabalho do que se pensa. Para se ter uma ideia, este ano, já foram gerados mais de 1,6 milhão de empregos formais no Brasil, segundo o Ministério do Trabalho. A depressão, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), está presente em pelo menos 18% das pessoas do mercado de trabalho. Além disso, dados da OMS, divulgados no final de 2009, apontam que a depressão deverá se tornar a doença mais comum do mundo nos próximos 20 anos. Além disso, a doença deve afetar mais pessoas do que o câncer ou as doenças cardíacas. Fonte: Revista Exame